Infância indígena, arrancada pelo conflito

Conflito, memória e reflexão.

Andrés Esteban Marín-Marín
Por Andrés Esteban Marín-Marín 1 lectura mínima
Foto: Andrés Esteban Marín - 2008.

Em 200 palavras:

O propósito da minha visita ao município de Dabeiba, Antioquia, Colômbia, era coletar imagens e depoimentos para a elaboração de uma reportagem sobre esportes tradicionais indígenas.

O audiovisual, gravado em 2008 e transmitido no mesmo ano pela Teleantioquia, permitiu-me percorrer, junto com a equipe de produção, tanto a zona urbana quanto a rural.

Visitamos três terras indígenas, das treze presentes no município.

No entanto, durante a semana em que permaneci no território, evidenciei profundas problemáticas sociais decorrentes de anos de violência. Comunidades camponesas e indígenas viveram de perto o conflito armado.

Segundo dados publicados em um artigo da revista Semana (dezembro de 2019), 82% dos 23.378 habitantes do município se declararam vítimas de algum crime.

O que recordo com indignação e surpresa foi observar meninas indígenas entre 11 e 13 anos se prostituindo nos bares das zonas de tolerância.

Ao perguntar aos moradores, ninguém dizia nada, provavelmente por medo. Apenas uma mulher, que se identificou como líder social, me informou que as meninas eram abusadas não apenas por guerrilheiros e paramilitares, mas também por membros das forças de segurança.

Comparte este artículo
Periodista, especialista en Gerencia de la Comunicación con Sistemas de Información, magíster en Comunicación, maestrando en Ciencia, Tecnología y Sociedad de la Universidad Nacional de Quilmes (Argentina), exárbitro de fútbol, Líder Catalizador de la Innovación y profe universitario.
Deja un comentario

Deja una respuesta

Tu dirección de correo electrónico no será publicada. Los campos obligatorios están marcados con *

Ir al contenido